Mais de um ano se passou.
Amadureci. Me encontrei. Sem deixar de continuar buscando...
Reticências...
A vida é permeada delas.
A vida do poeta, mais ainda.
A eterna busca por algo impalpável, intocável, transcendental...
A procura incansável por algo que nunca fará parte dele mas que, mesmo assim, jamais deixará de existir em seu interior.
O poeta e seus amores. O poeta e seus vícios. O poeta e suas paixões!
Será verdade o que dizem, que os poetas vivem sempre no mundo da lua?
Mas, de que adianta viver num mundo de realidades tão cruéis?! Preferível, então, realmente, viver no imaginário mundo de seu ser, no qual não é preciso ver coisas das quais não se quer tomar conhecimento. Contudo, depois do agradável viajar, seus pés (os do poeta) sempre tocam o chão duro da vida cotidiana, aquele mesmo que te arrasta como um autômato pelas ruas e lugares, muitas vezes não te dando outra escolha que não seja a de suspirares fundo e seguires em frente.
E eu - na indecisão dos meus quase 23 anos - aqui, a pesar e contrabalançar o que vale mais a pena: dar azo às convenções e caminhar pela estrada do politicamente correto, sendo sempre levada pela seriedade dos "diplomaticismos"; ou correr em busca daquele desconhecido, guardado e, talvez, perigoso anseio, de ser sempre Pagu, quebrando tabus e arrancando expressões boquiabertas de surpresa não contida, revelando mente, alma e corpo de uma maneira tão fremente e gritante que não restaria mais espaço para dúvidas tolas!
2 comentários:
E vc com um que eu nem sabia da existencia!
Que orgulho dessa menina, hehe.
Muito profundo o que vc escreveu, me fez refletir um monte aqui , sentado na frente do computador e fumando meu cigarro.
Bjs amore, saudades de vc
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