A dilaceração da dor bem sentida. O drama da existência sofrida. O exagero e a mentira do profeta. A realidade fingida da vida do poeta. Se o surreal tiver início, é aqui que ele começa...
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Consciência
Respeitando opiniões diversas, concordo plenamente que a Consciência Negra é extremamente importante à visibilidade do tamanho preconceito que ainda existe em nossa sociedade. Em que pese todo o tempo passado desde a Lei Áurea, as mentalidades continuam pequeníssimas, e as atitudes não mudam. É muita hipocrisia falar sobre necessidade de "Consciência Humana" utilizando-se de pontos de vista preconceituosos e segregacionistas, que claramente demonstram um caminho contrário à formação de consciência universal da unidade na diversidade. Enquanto pensarmos assim, muitas manifestações de Consciência relacionadas a grupos distintos serão necessárias, pois só é considerado "minoria" aquilo que não é aceito como igual e normal pela sociedade.
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
A Bela
Estar ao seu lado sem estar com você
Me faz refletir no seu jeito tão solto
Sempre com todos, sem se dar a ninguém.
Como se por fora estivesse em fogo
Que, ao encontrar o interior do seu corpo
Apaga-se nas águas tempestuosas
De sua mente sempre confusa.
Ainda assim, posso sentir
Que seu coração quer se doar,
Mas você, com medo, o retém
Sufocado no sorriso, para não se machucar
E impede que o amor chegue além.
Bem nessas horas, gostaria de ganhar coragem,
Me aproximar de você, segurar a sua mão
E dizer:
Vem, meu amor, vem sem medo
Quem vence o medo vê que nada é em vão.
Vem, levemente sorrindo
Tão leve quanto um beija-flor
E me deixa, aos pouquinhos,
Povoar com belas flores
O jardim escuro do seu coração.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
Livre arbítrio
Instável, porém imóvel.
O corpo recostado no sofá
E os pensamentos a vagar
Pelas grandezas do infinito
Flertando com o ‘destino’
Que me atrevo a escolher.
Meu perispírito está, por
assim dizer,
A me orientar.
Uma epifania fugaz
Que instiga meus sentidos.
Essa Natureza etérea, porém
mutável,
A confrontar a banalidade do
mal,
Algo tão normal nos dias em
que vivo.
A elevação do ser
É mais dependente
Da crítica observação
Do que da conveniência silente.
Engrandece mais a alma
A reflexão consciente
Ao invés da complacente
conivência.
Mas as escolhas fáceis
Que teimam em seduzir os
incautos
Andam por aqui, a me tentar.
Resistir, então
Por questão de honra
Ou sapiência
Só depende da vontade
Que, a duras penas,
Aprendo a dominar.
Não basta decidir o caminho
É preciso determinação.
Se nos passos me perder,
E errar outra vez, então,
Invoco minha fé.
Perdoar é necessário.
Deixo passar.
Recomeço.
Respiro profundamente
Mergulho em mim
E continuo, devagar.
Passo a passo, vez por vez,
Em algum lugar me estabeleço.
Assim compreendo, com
espírito elevado
O que sempre esteve diante de
mim.
Olhos bem abertos a admirar
Contemplo, enfim,
O que a vida quer mostrar:
Se olhar bem para lá dos
espinhos
E ousar sentir além das
pedras,
Verei, pouco a pouco,
Surgindo no horizonte
Minhas nobres conquistas
Flores raras a me perfumar.
terça-feira, 3 de setembro de 2013
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
quinta-feira, 25 de julho de 2013
Curitiba
O frio é tanto, que até a Lua encolheu
Testemunhando, aborrecida,
Que o seu corpo, tão distante
Não pode aquecer o meu.
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Gelo
Passa por mim como o vento
Que passa lento pelo ar sem fim.
Esconde o que leva no pensamento.
Como as pétalas que se perdem
Quando o outono se revela
Espalha sua aura de desejo incerto.
Mas por fora carrega a cor do inverno,
E eu ganho o tom de carmesim.
O gelo que nem o sol derrete
No meu oceano se liquefaz.
Lá do fundo dos seus olhos
Posso sentir, bem de perto,
Que meu verde-mar, tão terno,
Faz você mergulhar mais, e mais.
E, ainda assim, passa.
Passa com a indiferença
Que não se espera jamais.
Detém o sorriso a meio caminho
Dentes ocultos, intenção guardada.
Essa longa estrada em viés
Rés a um passo
De me levar à descrença.
Uma trilha no escuro
Que termina em nada.
Passagem bifurcada
Entre esperança e pé no chão.
Mas passo, e sei que não é em vão.
Logo vem a primavera
Quem sabe você perceba
Meu perfume de jasmim
E as flores em meus cabelos.
Talvez, ao chegar o
verão
Você queira tê-los entre seus dedos
E de maneira calorosa me receba
Cedendo aos poucos, enfim
Às fraquezas do seu coração.
Assinar:
Postagens (Atom)