terça-feira, 14 de abril de 2009

A PAIXÃO



Às vezes, ela começa de mansinho...
Um olhar, um gesto, e você sequer percebe que ela está a lhe envolver.
Um passar aqui, outro ali, e mais olhares. Percepção.
Silenciosa, ela vai armando sua teia e, depois de algum tempo, você se dá conta de que ela te pegou de jeito.
Você se sente ligado em 220v. Às vezes, perde o sono.
Ela pode ser platônica, relâmpago, duradoura, avassaladora. Geralmente, vem acompanhada de músicas propícias a essas ocasiões, estilo Adriana Calcanhoto e afins.
Possui várias modalidades:
Declarada, e aí você pode se dar bem, sentindo-se capaz de tudo; ou ficar à mercê da dor e sofrimento advindos da não-correspondência. Fossa.
Secreta, daquele tipo que ocasiona borboletas no estômago e tremedeira ao ver a pessoa. Geralmente cumulada com o sofrimento de não poder ou não ter coragem para dizer o que lhe vai no coração.
Pode, também, ser semi-secreta, o que implica em várias pessoas terem conhecimento da mesma, exceto o ser objeto de tal admiração ardorosa. Sujeita às mesmas consequências ocasionadas pela não-correspondência, que ataca também a modalidade anterior.
Dentre outras...
Não importa de que forma ela venha. O fato é que, quando estamos apaixonados, damos um jeitinho de ficarmos perto da pessoa, e até de nos fazermos notar, por meio de subterfúgios que nem sempre resultam em sucesso.
Há incontáveis probabilidades. Pode ocorrer um desencontro, por exemplo. Ou pode ser que a pessoa sequer deite reparo em você. Pior ainda: pode ser que ela te despreze e não tenha interesse na sua aproximação.
Aí você fica desesperado e, o que a princípio parecia um deleite, uma coisa boba - simples platonice, toma dimensões catastróficas, e lhe ocupa os pensamentos de uma forma angustiante. Não há distração suficiente para apaziguar tamanha paixão.
O que fazer, então?
Não adianta tentar matá-la pois, tal qual Jack, o Estripador, a cada tentativa ela adquire mais força.
A única alternativa é deixar fluir. Ver onde deságua esse córrego caudaloso e desenfreado.
Das duas, uma: ou ela morre, ou, então, adormece para dar lugar a algo diferente, que pode ser, inclusive, outra paixão.
Não obstante, seja você solteiro, ou comprometido, jamais deixe de se apaixonar, de dar azo à sua alma poética, pois a paixão nos faz sentirmos vivos, coloridos, enlevados.
Esquecer seu significado equivale a ensimesmar-se num invólucro empoeirado e bolorento, capaz de enferrujar o que há de mais belo no ser humano, inumano e - para ser quase redundante - em todo o Universo: o fulgor das coisas ainda inexploradas.

A morte do flerte é a morte da alma!


P.S. - esse escrito pode não ser grande coisa mas, se copiar para algum lugar, não esqueça dos direitos autorais. E tenha em mente que reprodução sem autorização ou indicação de autoria constitui crime à propriedade intelectual!

3 comentários:

Maria T. disse...

Hey, que legal seu blog!
Vou adicionar o link!

Abraços

Jubao disse...

Mas essa minha amiga está cada vez mais chique no vocábulo usado. A melhor foi: deite reparo em você. Ótima! rsrsrs

Mas mesmo com um monte de perequetê no linguajar adoro toda sua escrita e por consequencia adorei o texto.

E há as paixões que dão espaço para amizades inexplicáveis! ;)

Dudu disse...

Oi Tana, nossa, que profundo seu poema...
Ia trasncrevê-lo em outro lugar, mas depois da sua aadevrtência para a ocorrência de crime, melhor deixe., hehehehe.
Tem que atualizar esse blog hein?
Bjs.