A dilaceração da dor bem sentida. O drama da existência sofrida. O exagero e a mentira do profeta. A realidade fingida da vida do poeta. Se o surreal tiver início, é aqui que ele começa...
segunda-feira, 8 de junho de 2009
EducAÇÃO!
Hoje, ao estudar com minha pequena irmã de 8 anos, que está com dificuldades de aprendizado, voltei a refletir sobre algo sério que, há muito tempo, foi alvo de acirradas discussões em meus meios escolares: o problema do ensino público.
Pois bem. Ficamos das 20 até as 23 horas fazendo lições atrasadas. Eu tentanto explicar de várias formas o que ela demorava para entender. Erro de quem? Seria tamanha negligência de nossa parte? Pode ser. Porém, uma coisa que notei é que as lições não vêm corrigidas, o caderno não está revisado, e o boletim sempre tem um caráter duvidoso, com aquelas notas conceito "A", "B", "C", e por aí vai...
Com o tempo disponível que tenho, tento acompanhá-la e orientá-la. Contudo, não basta. Quando ela era menorzinha, eu me portava quase como um general espartano. A conduzia com uma disciplina impecável. Ela comia de boca fechada, não falava de boca cheia, não alterava o tom de voz... Porém, foi só ir para a escola, que estragou-se. Primeiro, na escolinha particular - pequenas alterações, mas nada grave. Depois, na pública. Esta última, sim, trouxe um leque de novidades nada agradáveis (pelo menos para nós, familiares). Aprendeu a mentir, comer de boca aberta, falar alto e fazer manha como um bebê.
Abismadíssima fiquei quando, um dia, ao buscá-la, na saída da escola me deparei com molequinhos de uns 8 anos fumando e falando palavrões. Bem, mas esse não é o propósito deste post.
O fato é que, como dizem, a educação, realmente, começa em casa. Mas, aí, eu me pergunto: como fazer para que ela continue com maestria nos bancos escolares?
Por que diabos nossa educação é tão defasada, e por que mais diabos ainda os inúmeros planos educacionais implantados não trazem resultados significativos?
Seria muito difícil, para nós, brasileiros, seguirmos um exemplo, digamos, sul-coreano?
Onde está nossa falha?
Será que o problema é a falta de incentivo aos professores da rede pública, que ganham mal pra caramba, precisam dar muuuitas aulas para ter um salário razoável?
E, não obstante, ainda há o fato de os bancos escolares apresentarem os mesmos métodos de ensino utilizados há anos, algo que não tem dado muito certo ultimamente, tendo em vista que os pequenos alunos, por possuírem uma evolução de raciocínio muito superior à nossa, não têm saco nem disposição para acompanharem papo de dinossauro.
Quando iremos investir a fundo na revitalização da educação brasileira?
Sinceramente, não sei responder a nenhuma dessas perguntas, mas tenho uma vaga idéia-chave do que podemos fazer, entre tantas outras coisas, para começar a alavancar a educação em nosso país: diminuir o salário dos políticos (um tapinha não dói!), e aumentar o dos professores!
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