Morri nem lembro quando,
Mas vagamente venho a recordar
Que minha chama se apagou
Quando alguém me convenceu a amar.
Não que eu tenha me esquecido,
Ou que o amor tenha adormecido,
Mas me deixei entorpecer.
Fui me permitindo levar
Por um sentimento de querer.
Por amar.
E agora clamo por alguma emoção
Por qualquer fogo que me arrebate,
Me faça viver sem sentir o chão.
Viver um frêmito pulsante de paixão.
E você aparece com toda inocência,
Diz que se interessa.
Que faz melhor, e pode provar.
Que vai me arrasar
E me fazer pedir clemência.
Então, já que é assim,
Vou me entregar, e fim.
Me beije a boca com violência
Arranque a roupa sem decência,
E me arrase o coração.
Ah, sim. Como um furacão.
E depois volto pra casa
Pra abraçar quem me espera
E dormir pensando
Que foi bom ceder à sua
Tentação.
P.S. - esse escrito pode não ser grande coisa mas, se copiar para algum lugar, não esqueça dos direitos autorais. E tenha em mente que reprodução sem autorização ou indicação de autoria constitui crime à propriedade intelectual!
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