O freio retém os ímpetos, os ânimos, o impulso.
Freio moral, social... freio mecânico
Estanca o automóvel
Para o movimento
Repele os instintos.
Primitivamente falando,
O freio é a roda do avesso
Sentido inorgânico
O quadrado sem aresta
O ângulo estreito do percurso
A pausa de uma monótona toada.
É o tênue limite entre o tudo e o nada
A repressão* da palavra
Que não prossegue o pensamento.
Mas o único freio que possuo,
Que me foi dado por incontestável natureza
Para meu espanto agônico
Sequer é capaz de conter
Minha língua
Desenfreada...
[Autossabotagem é diferente de contenção. O freio é a única coisa que impede a destruição!]
[Autossabotagem é diferente de contenção. O freio é a única coisa que impede a destruição!]
*Menções honrosas à Priscila Paglia, que comentou ser o meu escrito uma angustiante imagem de repressão. E REPRESSÃO era o "click" que faltava! Méritos, também, pela autossabotagem que me deu mais uma linha de inspiração!
P.S. - esse escrito pode não ser grande coisa mas, se copiar para algum lugar, não esqueça dos direitos autorais. E tenha em mente que reprodução sem autorização ou indicação de autoria constitui crime à propriedade intelectual!
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